“O Violino”, de Francisco Vargas
O VIOLINO ENTRA NA SEGUNDA SEMANA EM SÃO PAULO
A partir de sexta, dia 02 de fevereiro, dobra a semana em São Paulo o vencedor do prêmio especial do júri da
30a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o mexicano
O Violino, que Francisco Vargas dirigiu, escreveu, co-produziu e co-editou.
O prêmio na
Mostra não é solitário na carreira do filme. Entre outros troféus, todos em 2006, o longa conquistou o de ator para don Ángel Tavira (menção especial do júri da
Mostra) tanto no Festival de Cannes, no segmento Un Certain Regard, quanto no de Gramado, na competição latina. Neste, levou ainda os Kikitos de melhor filme latino-americano segundo o júri e o público, o prêmio da crítica e o de roteiro. Por fim, uma menção especial no Festival de San Sebastián.
A consagração responde à força da história, ao carisma dos atores, à simplicidade da narrativa e à fotografia em preto-e-branco de Martín Boege Paré, que se torna quase co-narradora. Don Ángel Tavira interpreta don Plutarco, que sobrevive tocando seu violino, mesmo com a mão amputada (o arco é amarrado ao seu punho), na companhia de seu filho, Genaro (Gerardo Taracena), e de seu neto, Lucio (Mario Garibaldi). O trio resistirá à sua maneira ao julgo militar que oprime camponeses e rebeldes. Importante é a relação de don Plutarco com o Capitão (Dagoberto Gama), amante da música.
Vargas defende a idéia de que enquanto há música na alma, há esperança. A figura empática de Tavira concentra essa premissa. Prova foi sua canja na cerimônia de encerramento da
30a Mostra, um dos pontos altos da noite e do evento. E agora
O Violino apenas começa a tocar nas telas do país.