Ulrich Mühe em “A Vida dos Outros”

O ESTREANTE FLORIAN HENCKEL VON DONNERSMARCK ASSINA UM DOS MELHORES FILMES ALEMÃES DA DÉCADA

O estreante Florian Henckel von Donnersmarck assina com “Das Leben der Anderen/ The Lives of Others/ A Vida dos Outros” um dos melhores filmes alemães da década, o melhor de todos já realizados na Alemanha desde a queda do Muro de Berlim e o colapso dos regimes comunistas no Leste da Europa. “Das Leben der Anderen” destacou-se como o prêmio do público nos festivais de Locarno, Varsóvia e Vancouver, fazendo estrondoso sucesso nos cinemas alemães. Foi considerado o melhor roteiro e filme de 2006 pelos membros do European Film Award. Foi indicado ao Golden Globe e ao Oscar de melhor filme estrangeiro (que merece ganhar). Mas soube-se aqui no 57º Festival de Berlim que o filme de Donnersmarck foi recusado pelas seleções de Berlim e Cannes do ano passado, o que não deixa de ser espantoso.

O filme recria o ambiente claustrofóbico e de terror na Berlim Oriental, em 1984, em pleno curso do regime dito socialista da República Democrática Alemã. O governo assegura a vigilância sobre os cidadãos prisioneiros graças à vasta rede de espionagem, vigilâncias e delações da Stasi. O filme começa com uma aula sobre tortura psicológica ministrada pelo capitão da Stasi Gerd Wieder (na extraordinária interpretação de Ulrich Mühe). É a mais chocante denúncia a um método de tortura já levada ao cinema.

Vamos seguir a carreira do espião por todo o filme. E através dele sentiremos a sordidez de um regime comunista que se vale de privilégios para dominar cidadãos subalternos. O ministro da Cultura da Alemanha Oriental quer fazer sexo com a atriz de teatro Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), mas ela é casada com o escritor Georg Dreyman (Sebastian Koch). O casal é um modelo de correição para o partido. Sempre se manifesta a favor do regime e emprega seu talento para enaltecer as belas quimeras do socialismo. Mas o ministro precisa minar esta base sólida de casamento no plano privado e no do próprio regime. Para tanto, pede aos membros da Stasi uma vasta devassa contra a intimidade do casal. É preciso criar evidências contra os artistas e, se possível, desmascará-los como inimigos do regime.

A tenebrosa Stasi instala uma sofisticada vigilância para espionar o casal na intimidade do seu apartamento. O insuspeitado capitão Gerd Wieder é o responsável pela vigilância e a produção de relatórios e esperadas evidências contra o casal. É quando começa a reviravolta dramática no filme, com um comovente roteiro baseado nos relatórios reais produzidos pela vasta vigilância da Stasi, documentos esses que desde a queda do Muro estão à disposição de interessados, pesquisadores e historiadores. O espião exemplar revela-se como um importante personagem em crise contra as verdades absolutistas do regime que defendia e deve seguir demonstrando que defende e protege. Nesse ponto, o filme também passa a ser uma peça comovente de resistência. Não mais com velhos clichês maniqueístas do bem contra o mal ou do mal contra o bem.

Se não bastasse a culpa alemã que se carrega pela história do nazismo, revelam-se agora mais absurdos de uma outra Alemanha que, com o fim da Segunda Guerra Mundial, apenas trocou de uniformes absolutistas e fascistas, de uniformes nazistas pelos socialistas. Vamos compreendendo com filmes assim como o fascismo se congelou no Leste Europeu por um longo período. E como o gulag nestes imensos campos de concentração e de terror de Estado fizeram muito mais vítimas que todas as somadas da mesma Segunda Guerra Mundial.

Quem ver “A Vida dos Outros” jamais o esquecerá. Ele é desses raros filmes que a memória guarda como lição de dignidade e humanismo. Para corrigir o erro cometido no ano passado, o 57º Festival de Berlim programou “A Vida dos Outros/ The Lives of Others” na seção German Cinema. É ainda o melhor filme alemão entre todos os selecionados por Berlim também em 2007.



Escrito por Mostra às 10h02
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“The Counterfeiters/ Os Falsários”, de Stefan Ruzowitzky

CULPA ALEMÃ É PROVOCADA EM DOIS NOVOS FILMES

Depois da França, é a Alemanha quem mais contabiliza a diversidade no cinema. São 50 títulos reunidos no 57º Festival de Berlim, com 22 longas espalhados nas diversas seções do festival e outros 28 novos apresentados no ‘Perspektive Deutsches Kino’, o panorama que demonstra anualmente a riqueza e abrangência desta sua bem-vinda diversidade. Um filme da competição – “Die Fälscher/ The Counterfeiters/ Os Falsários”, de Stefan Ruzowitzky – e outro do Perspektive – “Mein Führer – Die Wirklich Wahrste Wahrheit über Adolf Hitler/ My Führer – The Truly Truest Truth about Adolf Hitler/ Meu Führer – A Verdade Mais Verdadeira sobre Adolf Hitler”, de Dani Levy – são os que mais provocam a culpa alemã pelo seu passado nazista.

Um produtor alemão ressalta que a culpa sentida, mesmo depois de 60 anos do fim do nazismo e da Segunda Guerra Mundial, atinge a 70% das novas gerações em seu país. “De uma geração para outra, esse sentimento de culpa subiu mais 20%”, ele diz, “tendo em parte a ver com a unificação das Alemanhas.”

Esse sentimento de culpa, ao mesmo tempo que gera grande expectativa internacional pelo filme de Dani Levy, também criou uma polêmica equivocada. Levy é um cineasta de origem suíça e judia radicado em Berlim. Ele atreveu-se a quebrar um tabu para o cinema alemão, o de debochar da figura demoníaca de Adolf Hitler. O equívoco foi parte da imprensa alemã repetir que a sua comédia de deboche a Hitler era uma comédia sobre o Holocausto.

Em outro senso, Stefan Ruzowitzky, austríaco, leva-nos a conviver com histórias pouco conhecidas sobre as monstruosidades do Holocausto. Em 1944, quase ao final da guerra, nazistas separam em seus campos de concentração uma elite de artistas e falsários judeus para engendrar um novo plano de ataque contra as tropas aliadas. Eles são enviados para Mauthausen, recebem um tratamento diferenciado, menos feroz, mas devem trabalhar para criar notas falsas para minar as economias da Inglaterra e dos Estados Unidos.

As interpretações agressivas e cínicas dos alemães fazem o contraponto com a de Karl Markovics, também austríaco, no papel do judeu falsário, personagem principal do filme de Ruzowitzky. Deverá ser lembrado como uma das melhores interpretações dos filmes desta seleção. A recriação do terror nazista pelo próprio cinema alemão, neste caso em co-produção com a Áustria, não dá tréguas para estes sentimentos de culpa que seguem afetando todo um povo. Ao mesmo tempo, é com filmes assim que a História se mantém viva e presente para positivas reflexões.



Escrito por Mostra às 09h55
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“Hamlet”, de Svend Gade e Heinz Schall

AS RETROSPECTIVAS E HOMENAGENS DA 57ª BERLINALE

Uma das atrações do fim-de-semana no 57o Festival de Berlim foi a estréia da cópia restaurada da obra-prima Berlin Alexanderplatz, de Rainer Werner Fasbinder; conheça os outros clássicos em exibição nas retrospectivas e homenagens

Foram exibidas em sessão as 13 partes (mais um epílogo) da clássica epopéia do cineasta Rainer Werner Fassbinder, o maior dos cineastas alemães do pós-guerra: Berlin Alexanderplatz, visão extremamente pessoal e radical que Fassbinder traçou da obra literária de Alfred Döblin. A cópia inteiramente restaurada deste clássico de 1980 serve também para registrar os 25 anos da morte do mestre germânico (1945-1982). A exibição contou com as presenças do sobrinho de Döblin, Stefan Döblin, e dos protagonistas Günter Lamprecht (o inesquecível Franz Biberkopf), Hanna Schygulla, Barbara Sukowa e Gottfried John. A projeção em alta definição na sala Admiralpalast teve acompanhamento musical de Max Raabe e da Palast Orchester. Há toda uma geração de espectadores que ainda não teve contato com esta que é uma das expressões mais apuradas do melodrama no cinema. E com uma urgência histórica e existencial que define as obras eternas. As treze partes e epílogo da saga foram exibidas na 9ª Mostra.

O grande homenageado do ano, com retrospectiva de sua obra, é o cineasta americano Arthur Penn, nascido em 1922 e autor de títulos importantes como Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas (1967), Um Lance no Escuro (1975) e Amigos para Sempre (1982). O cineasta veio também participar de um debate com Robert McFüller, co-autor da única monografia escrita em alemão sobre o diretor.

Berlim programou também a cópia restaurada do épico mudo italiano Cabiria (1913/14), de Giovanni Pastrone, que foi um dos principais destaques da 30a Mostra. Considerado o primeiro filme monumental de sucesso internacional da história do cinema, será projetado tanto na versão original, com acompanhamento musical, quanto na de 1931, que inclui trilha sonora e se acreditava irremediavelmente perdida. A restauração é responsabilidade do Museo Nazionale del Cinema, de Turim.

Outro grande destaque da programação da Berlinale 2007 é a primeira exibição mundial de uma cópia restaurada da versão colorizada – e recém-descoberta – de Hamlet, produção alemã de 1920/21 dirigida por Svend Gade e Heinz Schall e estrelada por Asta Nielsen, um dos maiores nomes do cinema mudo germânico. Boa parte de sua filmografia perdeu-se por aí, mas até hoje conhecia-se apenas uma versão em preto-e-branco deste filme. O compositor e clarinetista de vanguarda Michael Riessler escreveu uma trilha sonora original que mistura instrumentos acústicos e eletrônicos, além de sons da natureza. A restauração foi um projeto conjunto do DIF, o instituto alemão de cinema, com as emissoras de TV ZDF e ARTE.




Escrito por Mostra às 09h53
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“La Vie en Rose”, de Olivier Dahan

FILME EMOCIONA AO DEVASSAR O MITO EDITH PIAF

Mexer com um dos maiores ícones da França é um negócio de risco. Mas “La Môme” (com o subtítulo internacional “La Vie en Rose”, de Olivier Dahan), filme que abriu a competição do 57º Festival de Berlim, sabe equilibrar o melhor do mito de Edith Piaf com páginas sofridas da sua vida, certamente desconhecidas para a maioria das platéias que agora serão atraídas por este seu resgate. Este equilíbrio muitas vezes choca, mas resulta em fortes emoções e lágrimas. Antes de se consagrar como uma das maiores cantoras populares da França, Edith Piaf foi criada em um bordel de província, em circos mambembes e nos cabarés mais sórdidos de Paris.

A jovem atriz Marion Cotillard é a grande responsável por esta vitoriosa produção francesa de 25 milhões de euros, quatro meses de filmagens em estúdios e cenários da República Tcheca, Paris e na Califórnia, mais um ano de pós-produção em Paris e muitas negociações com os herdeiros de Piaf pelo uso de suas canções. Cotillard, de 32 anos, se transforma em Edith Piaf dos 18 aos 47 anos de idade, quando morreu com aparência de mais de 80 anos. A capacidade de transformação da atriz é assombrosa. A única coisa na atriz francesa que não é sua é a própria voz inimitável de Edith Piaf

“La Vie en Rose” deverá ter larga carreira internacional, já com garantia de lançamento em todo o mundo, inclusive nos EUA.

Somado a “La Vie en Rose”, a França tem uma presença dominante no 57º Festival de Berlim. François Ozon, com “Angel”, encerra o festival. O boletim da indústria americana “Variety” contou 34 produções com participações francesas nas listas de todas as seções do festival. Entre eles, mais seis na competição – “Les Témoins/ The Witnesses”, de André Techiné, “Ne Touchez pas la Hache”/ Don’t Touch the Ax”, de Jacques Rivette e outros quatro co-produzidos com outros países.

Ainda assim, destaca-se em Berlim a ruptura da poderosa produtora francesa Wild Bunch com o festival, acirrada pela recusa da sua super-produção “Molière”, de Laurent Tirard, para a competição. Apesar dessa aparente insaciabilidade, os representantes da indústria do cinema americano não têm nada que reclamar. A política francesa para o cinema reflete uma bela tradição do próprio país pela diversidade cultural. A França é a maior co-produtora de cinema do mundo e isso tem que estar visível na vitrine dos festivais. Melhor ainda se embalado pelas belas canções imortalizadas por Edith Piaf.


Escrito por Mostra às 09h51
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O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias,
de Cao Hamburger

COMEÇA A 57a EDIÇÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE BERLIM

Começa hoje, dia 08, e se estende até o dia 18 de fevereiro a 57a Berlinale, um dos mais influentes e visados festivais de cinema do mundo. O filme de abertura é a aguardada cinebiografia de Edith Piaf, La Vie en Rose

Dirigido e escrito pelo francês Olivier Dahan , La Vie en Rose dramatiza a conturbada e passional carreira da cantora Edith Piaf, uma das estrelas mais populares do século 20. Nesta luxuosa produção, Piaf , que era uma figura mignon, é interpretada pela bela Marion Cotillard (de Um Bom Ano). Ela contracena com atores como Gerard Depardieu, Pascal Greggory e Emmanuelle Seigner. Dahan, que já dirigiu clipes musicais para nomes como Zucchero e Cranberries, realizou anteriormente o thriller Rios Vermelhos 2 – Anjos do Apocalipse.

O filme abre também a Mostra Competitiva, que será julgada este ano por sete respeitados profissionais de cinema. O júri é presidido pelo cineasta norte-americano Paul Schrader e integrado ainda por: a atriz palestina Hiam Abbass (de A Noiva Síria); o veterano ator alemão Mario Adorf; o ator mexicano Gael García Bernal; o ator americano Willem Dafoe; a produtora chinesa Nansun Shi (que produziu, entre muitos, o cult Infernal Affairs); e a montadora dinamarquesa Molly Malene Steensgard, parceira habitual de Lars von Trier.

Conheça a seguir a lista, em ordem alfabética, de títulos em competição – a seleção inclui dois longas latino-americanos, o argentino El Otro, de Ariel Rotter, e o brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger e exibido na 30a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo:

· 300 de Zack Snyder, EUA (fora de competição)
· Angel de François Ozon, França/Bélgica/Inglaterra (filme de encerramento)
· Beaufort de Joseph Cedar, Israel
· Bordertown de Gregory Nava, EUA
· Cartas de Iwo Jima de Clint Eastwood, EUA (premiére européia, fora de competição)
· Die Fälscher (The Counterfeiters) de Stefan Ruzowitzky, Alemanha/Áustria
· El Otro (The Other) de Ariel Rotter, Argentina/França/Alemanha
· Goodbye Bafana de Bille August, Alemanha/França/Bélgica/Inglaterra/Itália
· Hallam Foe de David Mackenzie, Inglaterra
· Hyazgar (Desert Dream) de Zhang Lu, Coréia do Sul/França
· In Memoria di Me (In Memory of Myself) de Saverio Costanzo, Itália
· Irina Palm de Sam Garbarski, Bélgica/Alemanha/Luxemburgo/Inglaterra/França
· La Vie en Rose de Olivier Dahan, França/Inglaterra/República Tcheca (filme de abertura)
· Les Témoins (The Witnesses) de André Téchiné, França
· Ne Touchez pas la Hache (Don’t Touch the Axe) de Jacques Rivette, França/Itália
· Notas Sobre um Escândalo de Richard Eyre, Inglaterra (premiére internacional, fora de competição)
· O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (The Year My Parents Went on Vacation) de Cao Hamburger, Brasil/Argentina (premiére internacional)
· O Bom Pastor de Robert de Niro, EUA (premiére internacional)
· O Segredo de Berlim de Stephen Soderbergh, EUA (premiére internacional)
· Obsluhoval jsem Anglickeho Kralé (I Served the King of England) de Jirí Menzel, República Tcheca/ Eslováquia (premiére internacional)
· Ping Guo (Lost in Beijing) de Li Yu, China
· Sai bo gu ji man gwen chan a (I’m a Cyborg, but that’s Ok) de Park Chan-wook, República da Coréia (premiére internacional)
· The Walker de Paul Schrader, EUA/Inglaterra (fora de competição)
· Tu ya de hun shi (Tuya’s Marriage) de Wang Quan`an, China
· When a Man Falls in the Forest de Ryan Eslinger, Alemanha/Canadá/EUA
· Yella de Christian Petzold, Alemanha



Escrito por Mostra às 09h47
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Outra das principais mostras da Berlinale é o Panorama, que este ano conta ao todo com 50 títulos: 17 na programação principal, 16 no Panorama Especial e 17 no Panorama Dokumente (“Documentos”). Destes, 26 títulos são premiéres mundiais e 7 marcam a estréia de cineastas. Os países melhor representados são a Alemanha, a França e a Coréia do Sul, além da produção indie norte-americana.

Alimentando o diálogo entre Ocidente e Oriente e levando produções de estéticas e temáticas alternativas a um público sem maior acesso a esse tipo de produção, a mostra Panorama responde sempre por boa parte das descobertas de cada Berlinale. Alguns temas são recorrentes em 2007, como a paranóia contemporânea, a busca de identidade do jovem, a participação da atriz Tilda Swinton em dois curiosos documentários e atores que se tornaram diretores, como Sarah Polley, Steve Buscemi, Julie Delpy e Antonio Banderas. Segue a lista:

Da Alemanha:
Ferien (Vacation) de Thomas Arslan
Guten Morgen, Herr Grothe (Good Morning Mr. Grothe) de Lars Kraume

Da Alemanha/EUA:
Fay Grim de Hal Hartley

Da Alemanha/República da Sérvia/Áustria/Bulgária:
Gucha (Gucha – Distant Trumpet) de Dusan Milic

Da Argentina/França:
La Leon 85’ de Santiago Otheguy

Da Austrália:
The Home Song Stories de Tony Ayres

Do Azerbaidjão/Rússia:
Proschai, Yuzhnyi Gorod (Good Bye, Southern City) de Oleg Safarliyev

Do Brasil:
A Casa de Alice (Alice’s House) de Chico Teixeira

Do Brasil/Alemanha:
Deserto Feliz (Happy Desert) de Paulo Caldas

Do Canadá:
Away From Her de Sarah Polley
Poor Boy’s Game de Clement Virgo

Da China/Hong-Kong:
Luo Ye Gui Gen (Getting Home) de Zhang Yang

Da Coréia do Sul:
Dasepo Sonyeo (Dasepo Naughty Girls) de E. J-Yong
Haebyuneui Yoein (Woman on the Beach) de Hong Sangsoo
Hu-hwae-ha-ji An-ah (No Regret) de Leesong Hee-il

Da Espanha/Inglaterra:
El Camino de los Ingleses (Summer Rain) de Antonio Banderas

Dos EUA:
Itty Bitty Titty Committee de Jamie Babbit
Teeth de Mitchell Lichtenstein

Dos EUA/Holanda:
Interview de Steve Buscemi

Da França:
Anna M. de Michel Spinosa

Da França/Alemanha:
Deux Jours à Paris (Two Days in Paris) de Julie Delpy

Da França/Bélgica:
Lady Chatterley de Pascale Ferran

Da Hungria:
Boldog új élet (Happy New Life) de Árpád Bogdán
Férfiakt (Men in the Nude) de Károly Esztergályos

Da Inglaterra:
Surveillance de Paul Oremland

De Israel:
The Bubble de Eytan Fox

Da Itália/França:
Riparo (Zuflucht) de Marco Simon Puccioni

Do Japão:
Buchi no Ichibun (Love and Honor) de Yoji Yamada

Da República Tcheca:
Grandhotel de David Ondricek

Da Suécia/Alemanha:
När Mörkret Faller (When Darkness Falls) de Anders Nilsson

De Taiwan:
Ci-Qing (Spider Lilies) de Zero Chou

Da Turquia/Alemanha:
Takva (Takva – A Man’s Fear of God) de Özer Kiziltan


PANORAMA DOKUMENTE:

Da Alemanha:
-- BerlinSong de Uli M. Schueppel
-- Der Rote Elvis (The Red Elvis) de Leopold Grün
-- Fucking Different New York de Steve Gallagher, Lala Endara, Todd Verow, Barbara Hammer, Andre Salas, Abigail Child, Jack Waters, Samara Halperin, Amy von Harrington, Sherry Vine, Hedia Maron, Dan Borden, Charles Lum
-- Tamara de Peter Kahane

Da Alemanha/Inglaterra:
Neue Bilder – Schwarzer Filmschaffender in Deutschland (New Perspectives – Black Artists in German Film) de Todd Ford, Ezra Tsegaye, Sebastian Kühne, Branwen Okpako, John A. Kantara, Winta Yohannes, Otu Tetteh

Da Alemanha/França/Holanda/Suécia/Finlândia:
Schau Mir in die Augen, Kleiner (Here’s Looking at You, Boy) de André Schäfer, com Stephen Frears, Gus Van Sant, Tilda Swinton, François Ozon

Da Espanha:
Invisibles (Invisibles) de Isabel Coixet, Fernando León de Aranoa, Mariano Barroso, Javier Corcuera, Wim Wenders

Dos EUA:
Andy Warhol: A Documentary Film de Ric Burns
Miss Gulag de Maria Yatskova
This Filthy World de Jeff Garlin, com John Waters
Strange Culture de Lynn Hershman Leeson, com Tilda Swinton, Thomas Jay Ryan, Peter Coyote, Josh Kornblut (WP)

Da França:
Célébration (Celebration) de Olivier Meyrou
Lagerfeld Confidentiel (Lagerfeld Confidential) de Rodolphe Marconi

Da Inglaterra:
Blindsight de Lucy Walker
Crossing the Line de Daniel Gordon

Da Inglaterra/EUA:
Scott Walker: 30th Century Man de Stephen Kijak

Da Rússia:
Moskva Pride `06 (Moscow Gay Pride Festival) de Vladimir Ivanov



Escrito por Mostra às 09h44
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