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MARIA DE MEDEIROS INTERPRETA COM EMOÇÃO AS MAIS BELAS CANÇÕES BRASILEIRAS DE RESISTÊNCIA
A musa franco-portuguesa do cinema Maria de Medeiros, lançou dia 12 de fevereiro em Paris o CD – A LITTLE MORE BLUE (Universal Music), com as suas primeiras experiências como cantora. O disco é uma carinhosa homenagem à música popular brasileira e aos seus autores de resistência nos anos da ditadura militar. Há previsão de vários concertos promocionais pelo mundo, devendo contribuir para fazer do disco um dos hits nesta primavera-verão europeu.
Maria de Medeiros, atriz e cineasta, diz que o disco é uma conseqüência natural da sua formação cultural, embalada que foi pela música brasileira desde pequena. Seu pai, o maestro Antonio Vitorino de Almeida, introduziu-a aos clássicos e na sua adolescência em Lisboa aprendeu a decifrar nas entrelinhas das canções a resistência de compositores brasileiros como Chico Buarque, Toquinho, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Ivan Lins, todos cantados no disco de Maria de Medeiros. Principalmente de Chico Buarque, compositor de dez faixas sobre as 14 escolhidas. A exceção é a última faixa “A Noite do Meu Bem”, clássico de Dolores Duran composto em 1959, uma lembrança de quando a sua avó a cantava para embalar os seus sonhos.
Maria de Medeiros não faz só uma comovente reverência a estes compositores. Ela ordena de uma maneira absolutamente inédita o sentido dessas canções nascidas em ambientes de repressão, frustrações políticas, resistência e desejos de transformação. Em seu texto para o disco enaltece a pesquisa musical lembrando que estes compositores são contemporâneos dos Beatles e dos Rolling Stones e foram tão provocadores e inovadores quanto os grupos ingleses:
“Quando os meus amigos e eu éramos adolescentes em Lisboa, estávamos ainda em época de revolução. Os artistas brasileiros festejavam o período de alegria e liberdade que se vivia em Portugal, e pelo nosso lado, ouvíamos apaixonadamente as suas canções... Porque tínhamos a sorte de compartilhar com eles a língua, sabíamos que Chico Buarque ou Caetano Veloso não eram unicamente músicos, mas também grandes poetas, pensadores, resistentes. Foram para nós verdadeiros orientadores. Ouvir a sua música era uma maneira de ser e de ver o mundo. Mas enquanto nós vivíamos em liberdade, eles estavam em plena ditadura. Foram censurados, perseguidos, exilados. Os seus textos, muito comprometidos, eram mensagens codificadas que sabíamos decifrar, recados cheios de esperança, inteligência e coragem. É o caso de muitas canções de Chico Buarque, admiráveis pelo gênio poético e pelo espírito de resistência. Contemporâneos dos Beatles e dos Rolling Stones, havia nos jovens músicos do movimento tropicalista um formidável sentido de provocação e de pesquisa.”
O disco presta ainda um grande favor aos seus ouvintes ao transcrever todas as letras que Maria de Medeiros escolheu para cantar. Não só na sua língua original, em português do Brasil, como também em francês e em inglês. Mais informações (e trechos das suas canções, e outras inéditas) no sítio oficial de Maria Medeiros (http://www.mariademedeiros.net ), onde a intérprete apresenta A LITTLE MORE BLUE (título de uma canção de Caetano Veloso feita no seu exílio em Londres) como uma viagem intimista ao coração do repertório dos grandes autores engajados brasileiros. Palmas para Maria de Medeiros, agora uma intérprete completa.
Escrito por Mostra às 12h47
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O Falcão Maltês, de John Huston
BOAS NOVAS VÊM DOS ESTADOS UNIDOS
Duas boas notícias: o passado preservado do cinema muda de endereço e a dedicação política de Hollywood muda de partido
Mudarão de endereço 125 mil latas com películas originais de cerca de 30 mil clássicos do cinema norte-americano, alguns retrocedendo a 1890 e todos reunidos pelo Centro de Conservação de Filmes da Cinemateca do Congresso. Os filmes abandonarão o endereço que ocupam há décadas, a base da Força Aérea Wright-Patterson, no Ohio. O acervo, que inclui negativos de obras-primas como A Mulher Faz o Homem (1939), de Frank Capra, e O Falcão Maltês (1941), de John Huston, será disposto num prédio em construção em Culpeper, na Virginia, a sudoeste de Washington D.C..
A mudança, que começará na primavera (no hemisfério norte) e terminará em setembro, é um esforço para consolidar programas federais de conservação e armazenamento. Ken Weissman, diretor do centro de conservação, garante que o estabelecimento estará equipado com tecnologia de ponta, com controle rigoroso de temperatura e umidade para preservar os filmes registrados em nitrato, método abandonado em 1951, quando foi substituído pelo acetato de celulose. Boa parte dos vinte funcionários do centro pretendem se mudar para Virginia. Verdadeiros amantes do cinema vão aonde seu passado está.
E voltadas ao futuro, muitas celebridades de Hollywood iniciam pesada campanha pelo retorno dos democratas ao poder nos Estados Unidos. Uns apoiam a senadora Hillary Rodham Clinton ou ainda John Edwards, enquanto outros deixam claro seu suporte ao senador Barack Obama, tido pela poderosa comunidade do entretenimento como uma figura política dotada de "star quality". George Clooney considera-o seu amigo; Oprah Winfrey diz que ele é seu homem; e Halle Berry afirmou que "coletaria copos de papel do chão para liberar seu caminho". Além disso, três dos homens mais poderosos de Hollywood – Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen – organizaram uma recepção no Beverly Hilton Hotel para arrecadar fundos para sua campanha à presidência.
Em 2000, as indústrias de cinema, televisão e música injetaram US$ 38,6 milhões na campanha política, sendo que 64% foram destinados aos candidatos democratas; em 2004, a quantia caiu para US$ 33,1 milhões, mas desta vez com 69% do total da verba dirigida aos democratas. Esperançosos amantes do cinema voltam seus olhos para onde um futuro melhor pode estar.
Escrito por Mostra às 11h26
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A DISNEY INICIA CAMPANHA OUSADA
Para promover a Disneylândia e a campanha mundial Year of a Million Dreams (Ano do Milhão de Sonhos), a Disney lança em março uma ousada campanha de divulgação recorrendo aos talentos da renomada fotógrafa Annie Leibovitz
Nas edições de março de publicações norte-americanas como Vogue, Vanity Fair, W, GQ e The New Yorker, tem início a série de anúncios especiais que a Disney preparou com seus personagens mais conhecidos. A fotógrafa Annie Leibovitz chamou amigos e contratou celebridades para se vestirem como personagens da Disney em fotos elaboradas e milionárias. Ela declarou que praticamente todos que participaram da campanha sentiram-se emocionados assim como ela: afinal de contas, todos cresceram mergulhados no imaginário de Disney.
A primeira estrela do alto escalão a assinar contrato foi Scarlett Johansson, atriz de atividade quase ininterrupta nos últimos anos, com filmes como A Moça com Brinco de Pérolas, O Grande Truque (exibido na 30a Mostra) e dois Woody Allen, Match Point e Scoop – O Grande Furo. Ela interpretou Cinderela na famosa cena da escadaria em que a heroína foge do baile sem um dos sapatos de cristal. O cenário foram as escadas do Memorial dos Soldados e Marujos em Nova York, com o castelo aplicado virtualmente; os sapatos foram desenhados por Steuben e a tiara de jóias usada pela atriz e desenhada por Harry Winston está avaliada em US$ 325 milhões.
Já a cena de Alice no País das Maravilhas, a da dança das xícaras, apresenta a cantora e atriz Beyoncé Knowles (com fama reforçada por Dreamgirls) sendo coadjuvada pelo cantor e ator Lyle Lovett e pelo ator Oliver Platt, este como o Chapeleiro Louco. Esta foto foi produzida numa área rural de propriedade da própria Leibovitz, no estado de Nova York, com pesadas xícaras trazidas da própria Disneylândia.
Outra escolha bem pessoal de Leibovitz foi a do jogador de futebol inglês (e atual importação americana) David Beckham (foto) para fazer as vezes do príncipe d’A Bela Adormecida. A foto foi tirada num lago próximo de Madrí, onde ele até há pouco jogava para o time do Real Madrid. O castelo sobreposto no fundo "veio" da Disneylândia Paris. Na imagem, do alto de seu cavalo branco, ele supostamente enfrenta um dragão, coisa que nem todo metrossexual seria capaz de fazer! De qualquer jeito, este foi o trabalho que seus filhos Brooklyn, 7, Romeo, 4, e Cruz, quase 2, mais gostaram.
A próxima série de fotos incluirá Peter Pan com Sininho e a Pequena Sereia. Este vasto investimento pretende principalmente dar maior visibilidade à campanha Ano do Milhão de Sonhos, com doações a nível global. A primeira iniciativa, nesse contexto, foi doar US$ 1 milhão para a Fundação Make-A-Wish, que cuida de crianças terminais. Beyoncé também doou seu cachê a essa instituição. Já Beckham optou pela UNICEF, enquanto que Scarlett escolheu doar o dinheiro para as vítimas do Katrina em Nova Orleans, local em que filmou, em 2004, a obra Uma Canção de Amor para Bobby Long.
Escrito por Mostra às 09h44
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