|
|
|

Control, de Anton Corbijn
QUINZENA DOS REALIZADORES ANUNCIA SELEÇÃO COM NOVE ESTREANTES“Como você captura os sentimentos em um filme? Esta parece ser a questão que incomodo tanto a jovens com a veteranos diretores”, diz o editorial da 39ª edição da Quinzena dos Realizadores/ Director’s Fortnight. Por iniciativa da entidade francesa Associação dos Diretores de Filmes/ Film Director’ Society, esta seleção paralela ao Festival de Cannes foi criada em 1968 no lastro das agitações estudantis que clamavam por mudanças liberais e liberdade de expressão. Segundo o mesmo texto, “os 23 filmes escolhidos, entre os quais muitas primeiras realizações, lidam com a violência, a beleza paradoxal e a complexidade dos nossos tempos”. A Quinzena brigará por espaços na mídia e a fim de consagrar os seguintes títulos: CONTROL, do estreante holandês Anton Corbijn, será o filme inaugural da Quinzena. O cineasta vem de uma vasta experiência em produção de clipes musicais para U2, Depeche Mode, New Order, Nirvana, Coldplay e Red Hot Chili Peppers, entre outros. CONTROL refaz a trajetória de Ian Curtis, líder e cantor da lendária banda de rock pós-punk Joy Division. O músico suicidou-se ao final da primeira excursão da banda pelos EUA em maio de 1980. Desde a sua criação a Quinzena revelou nomes hoje consagrados como os de Werner Herzog, Rainer Werner Fassbinder, Nagisa Oshima, George Lucas, Martin Scorsese, Jim Jarmush, Michael Haneke, Spike Lee, os irmãos Dardenne, Sofia Coppola, além de ter convidados de honra como Robert Bresson, Manoel de Oliveira e Stephen Frears. A seleção completa dos longas da Quinzena dos Realizadores vem com os seguintes títulos: APRÉS LUI, de Gaël Morel (França); AVANT QUE J’OUBLIE, de Jacques Nolot (França); CARAMEL, da estreante Nadine Labaka (Líbano, França); CHOP SHOP, de Ramin Bahrani (EUA); CONTROL, do estreante Anton Corbijn (Reino Unido, Austrália); DAÍ NIPPONJIN, do estreante Hotosi Matumoto (Japão); ELLE S’APPELLE SABINE, da estreante (e também atriz consagrada Sandrine Bonnaire (França); O ESTADO DO MUNDO/ L’ETAT DU MONDE, coletivo de Chantal Akerman, Apichatpong Weerasethakul, Vicente Ferraz, Avisha Abraham, Wang Bing e Pedro Costa (Portugal); FOSTER CHILD, de Brillante Mendoza (Filipinas); LA FRANCE, de Serge Bozon (França); GARAGE, de Lenny Abrahamson (Irlanda); GEGENÜBER, do estreante Jan Bonny (Alemanha); LA INFLUENCIA, do estreante Pedro Aguilera (Espanha, México); MUTUM, da estreante Sandra Kogut (Brasil, França); PLOY, de Pen-ek Ratanaruang (Tailândia); PVC-1, do estreante Spiros Stathoulopoulos (Colômbia); LA QUESTION HUMAINE, de Nicolas Klotz (França); SAVAGE GRACE, de Tom Kalin (Espanha, EUA, França); SMILEY FACE, de Gregg Araki (EUA); TOUT EST PARDONNÉ, da estreante Mia Hansen-Løve (França); UM HOMME PERDU, de Danielle Arbid (Líbano, França); YUMURTA/ EGG, de Semih Kaplanoglu (Turquia, Grécia) e ZOO, de Robinson Devor (EUA). Sinopses em http://www.quinzaine-realisateurs.com/go/selection/ . Mais informações sobre o Festival de Cannes em: www.festival-cannes.org
Escrito por Mostra às 12h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Limite, de Mário Peixoto
CLÁSSICOS RESTAURADOS, ATRAÇÕES ESPECIAIS DO FESTIVALPelo terceiro ano consecutivo, impulsionado pelo mercado de DVDs, clássicos do cinema têm sido restaurados para ganhar sessões especiais em Cannes, dentro do Palácio do festival como em sessões gratuitas na praia ao lado. O 60º Festival de Cannes terá desta vez como atrações principais ao menos quatro eventos. Cinqüenta anos depois de ganhar o prêmio especial do júri em Cannes, o grande mestre do cinema polonês Andrzej Wajda reapresenta KANAL em cópia restaurada. A atriz americana Jane Fonda estará presente à homenagem ao seu pai Henry Fonda com o filme de Sidney Lumet DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA/ TWELVE ANGRY. Três cineastas explicarão o empenho pelo restauro de filmes pontuais. Martin Scorsese vai apresentar a sessão de TRANSES, do marroquino Ahmed El Maanouri, de 1981, restaurado pela Cinemateca de Bolonha. Walter Salles introduz o clássico LIMITE, de Mario Peixoto (Brasil, 1931), restaurado pela Cinemateca Brasileira, a Video Filmes e o Instituto Mario Peixoto. E o romeno Cristi Puiu defenderá A FLORESTA DOS ENFORCADOS/ FOREST OF THE HANGED, de Liviu Ciulei, produção da resistência romena de 1964. O centenário do ator americano John Wayne, alter ego do cineasta John Ford, será lembrando com HONDO, filme de 1953, rodado em 3D por John Farrow, que será apresentado pela nora do ator, Gretchen Wayne. A homenagem prossegue com a projeção da cópia restaurada de RIO BRAVO, de Howard Hawks, de 1959. Também será lembrado o centenário de Laurence Olivier com três de suas atuações e direções em filmes adaptados de William Shakespeare – HAMLET (1948), HENRY V (1944) e RICHARD III (1955). Mais informações sobre os clássicos restaurados em Cannes em: www.festival-cannes.org
Escrito por Mostra às 12h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Gael García Bernal
SELEÇÃO SEMANA DA CRÍTICA TEM HOMENAGEM A GAEL GARCÍA BERNAL QUE TAMBÉM ESTRÉIA COMO DIRETORA mais antiga seleção paralela ao Festival de Cannes, que completa 60 anos, é a Semana da Critica/ Critics’ Week, que atinge este ano a sua 46ª edição. A Semana da Crítica será dedicada ao ator – e agora diretor – mexicano Gael García Bernal, lembrando que foi a sua organização que o revelou há sete anos com o filme AMORES PERROS, primeiro filme de Alejandro González Iñarritu, que levou o seu grande prêmio. A Semana da Crítica lembra em seu sítio http://www.semainedelacritique.comGael García Bernal ascendeu logo em seguida à categoria de estrela internacional atuando nos filmes de Walter Salles (O DIÁRIO DA MOTOCICLETA/ The Mororcycle Diaries), de Pedro Almodovar (LA MALA EDUCACIÓN) e BABEL, de novo de Iñarritu, ao lado de Brad Pitt e Cate Blanchett, na competição de Cannes 2006. Gael começou a carreira na sua cidade, Guadalajara, onde atuava ainda adolescente em novelas populares da televisão. Além de ser ser elevado à categoria de embaixador do cinema pela Semana da Crítica, a tradicional seleção paralela do festival vai homenagear a Gael com a apresentação especial do seu filme de estréia DÉFICIT, que tem chances de ficar com o prêmio Câmera d’or do Festival de Cannes. Com DÉFICIT Gael revela uma inteligente radiografia da moderna sociedade mexicana envolvida em corrupções e extremas divisões de classes. O filme de estréia de Gael, no qual também atua, segue um dia na vida de Cristobal, um jovem rico, fan do hip-hop, estudante de economia e filho de um político mexicano muito corrupto. O filme é uma produção da Canana Films, que ele fundou em parceria com Diego Luna, com quem atuou em 2001 em outro sucesso mexicano internacional – Y Tu Mamá También, de Alfonso Cuarón. Além do filme de Gael, a 46ª Semana da Crítica segue forte com a representação mexicana. Um dos seus sete longas-metragens selecionados é PÁRPADOS AZULES, de Ernesto Contreras, que venceu em março o 22º Festival de Guadalajara. E outra recente produção mexicana, MALOS HÁBITOS, de Simon Bross, igualmente premiada no último festival de Guadalajara, terá apresentação especial em Cannes em nome da Semana da Crítica. Outros dois destaques latino-americanos em sua seleção são o brasileiro A VIA LÁCTEA, de Lina Chamie e XXV, da estreante argentina Lucía Puenzo. A seleção segue com FUNUKE, SHOW SOME LOVE, YOU LOSERS!, do japones Daihachi Yoshida; NOS RETROUVAILLES, do frances David Oelhoffen; VOLEURS DE CHEVAUX, da belga Micha Wald e LES MÉDUSES, de Etgar Keret e Shira Geffen, co-produção franco-israelense. Mais informações em: www.festival-cannes.org
Escrito por Mostra às 12h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

MY BLUEBERRY NIGHTS, de Wong Kar Wai
FESTIVAL CELEBRA 60 ANOS COM FAMOSOS E DIVERSIDADEO festival de Cannes chega à sua 60ª edição com uma seleção de 22 longas em competição. Entre 16 e 27 de maio, mais um grande festival de cinema atuará pelas sugestões da diversidade. Ainda assim, cinco dos títulos selecionados tem produção norte-americana, três originalmente franceses e a maioria é realizada em regimes de co-produção ou com a participação de produtoras francesas. Cannes reflete uma posição francesa imbatível, a do estímulo autoral e da atenção a outras culturas. E são estes modelos de cinema que tentam provar vitalidade e capacidade de contágio. O festival francês, um dos principais do mundo, festeja um longo trabalho de resistência com a urgência cada vez maior de se preservar uma espécie em extinção no universo cinematográfico: a do cinéfilo. E a primeira reverência de cinéfilo vai assim para a unanimidade Wong Kar Wai que tem seu novo MY BLUEBERRY NIGHTS como filme de abertura. E o encerramento, quando saberemos quais serão os premiados do ano, terá o novo filme do canadense Denys Arcand, L’ÂGE DES TÉNÈBRES, mas fora de competição. A lista dos competidores pela Palma de Ouro tem mais notáveis e concentradores de muitos outros prêmios em festivais anteriores. Abaixo, a lista completa: O turco-alemão Fatih Akin AUF DER ANDEREN SEITE (The Edge Of Heaven) 2h02 – Em 2004 ele recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim com “Head One”. A francesa Catherine Breillat com UNE VIEILLE MAÎTRESSE. Os irmãos-grife americanos Joel & Ethan Coen com NO COUNTRY FOR OLD MENO Americano David Fincher com ZODIAC Também Americano, James Gray, com WE OWN THE NIGHT. Ele recebeu em Veneza 94 Leão de Prata por “Little Odessa”. O francês Christophe Honoré com LES CHANSONS D’AMOUR. A japoneses Naomi Kawase, única mulher na seleção, com MOGARI NO MORI (The Mourning Forest). O coreano Kim Ki-duk com SOOM (Breath) Ele é o filme que encantou as platéias com “Casa Vazia/ Empty Houses”, apresentado em Veneza 2004. O sérvio-francês Emir Kusturica, que prefere dizer que é um cineasta sem pátria desde o esfacelamento da Iuguslávia, volta a concorrer com PROMISE ME THIS. Kusturica venceu duas vezes a Palma de Ouro em Cannes: com “Papai está em viagem de negócios/ When Father Was Away on Business”, de 1985 e “Underground” em 1995. “Do You Remember Dolly Bell?”, de 1981, foi prêmio da crítica na Mostra de São Paulo em 1982 e Leão de Ouro em Veneza de 1981 como diretor estreante. O outro coreano da lista é Lee Chang-dong com SECRET SUNSHINE – Em 2002 ele venceu o prêmio da critica em Veneza com OASIS. O romeno Cristian Mungiu mostra 4 LUNI, 3 SAPTAMINI SI 2 ZILE (4 Months, 3 Weeks And 2 Days). Ele foi assistente de direção de Radu Mihaileanu na ousada comédia de humor negro sobre Holocausto “Trem da Vida/ Train de Vie”. O francês de Marselha Raphaël Nadjari com TEHILIM.O mexicano Carlos Reygadas com STELLET LICHT. Ele foi revelado no mesmo festival em 2002 com “Japon”, prêmio Câmera D’Or de diretor estreante. Com Batalla en el Cielo” esteve também na seleção da 27ª Mostra de São Paulo. O casal estreante Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, ela iraniana e ele francês, com PERSEPOLIS. O americano Julian Schnabel, também famoso por suas arrojadas pinturas, com LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON.O sempre chocante austríaco Ulrich Seidl com IMPORT EXPORT. ALEXANDRA, do mestre russo Alexander Sokurov O Americano Quentin Tarantino com DEATH PROOF. Venceu a Palma de Ouro em 1994 com “Pulp Fiction”. O admirável húngaro Béla Tarr com THE MAN FROM LONDON. O americanoGus van Sant PARANOID PARK. Ele também já ganhou a Palma de Ouro e o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes com “Elefante/ Elephant”). O russo (siberiano) Andreï Zviaguintsev com IZGNANIE (The Banishment). Ele é o diretor de “O Regresso/ The Return”, Leão de Ouro em Veneza 2003. O júri que irá decidir pelos prêmios do 60º Festival de Cannes terá o diretor britânico Stephen Frears como presidente. Seus colegas de jurado, com predominância de atores e atrizes, serão a atriz de Hong Kong Maggie Cheung, a atriz australiana Toni Collette, a atriz e diretora portuguesa-francesa Maria de Medeiros, a atriz e diretora canadense Sarah Polley, o diretor italiano Marco Bellocchio, o escritor turco Orhan Pamuk, o ator francês Michel Piccoli e o diretor da Mauritânia Abderrahmane Sissako. Além dos filmes em competição as atenções terão que ser alternadas com os seguintes títulos selecionados para apresentações especiais: Sicko, do americano Michael Moore; Ocean´s Thirteen, de do americano Steven Soderbergh; A Mighty Heart, do inglês Michael Winterbottom Boxes, da anglo-francesa Jane Birkin; Roman de Gare, do francês Claude Lelouch; Centochiodi, do mestre italiano Ermanno Olmi e Ulzhan, do alemão Volker Schlöndorff, que ainda é celebrado pela Palma de Ouro que recebeu em 1979 com “O Tambor/ The Tin Drum”. Mais informações em: www.festival-cannes.org
Escrito por Mostra às 12h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Post Mortem, de Andrzej Wajda
NOVO FILME DE ANDRZEJ WAJDA INVESTIGA O PASSADO POLONÊS E RESGATA A MEMÓRIA DO PRÓPRIO PAI-HERÓIA Polônia está em guerra declarada ao seu passado e contra os colaboracionistas do antigo regime comunista. O cinema tenta acompanhar estes novos movimentos e já nos acena com pelo menos uma curiosa obra sobre estes novos tempos de revisionismo histórico. A novidade que se anuncia para o 60º Festival de Cannes, ainda em sessão privada para convidados, tem a assinatura do mestre Andrzej Wajda, justamente um dos nomes mais respeitáveis da inteligência polonesa que lutou com todos os seus meios e filmes contra o terror e a influência soviética em seu país. “Post Mortem”, produzido pela Televisão Polonesa, vai ser exibido uma única vez no mercado do festival de Cannes. Justifica-se a restrição porque o novo filme de Wajda ainda está em fase de finalização, de pós-produção. Este será o primeiro longa-metragem assinado pelo cineasta desde o Oscar honorário que recebeu da Academia de Hollywood em 2000. Wajda é um dos principais nomes do cinema do leste europeu. É precursor do movimento semelhante ao nouvelle vague que ditou as tendências também do cinema francês nos anos 60. Ganhou notoriedade internacional com “Canal” (1957, Prêmio da Crítica no Festival de Cannes) e “Cinzas e Diamantes/ Ashes and Diamonds” (1958 – Prêmio da Crítica no Festival de Veneza). Em 1980 seu “O Maestro/ The Conductor”, sobre um músico em crise criativa frente às pressões e burocracias do socialismo foi o filme de abertura da 5ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, depois de vencer o Urso de Prata no Festival de Berlim. No ano seguinte “O Homem de Ferro/ The Man of Iron” venceu a Palma de Ouro em Cannes e revelou para o mundo o surgimento de um movimento sindical inédito em um país de regime comunista, nos estaleiros de Gdansk, liderado pela nova estrela da mídia mundial Lech Valessa. Agora, com “Post Mortem” Wajda parece querer ir ainda mais fundo em denunciar abusos de autoritarismo no seu país, desde os tempos da invasão da Polônia pelos nazistas da Alemanha até a sua libertação e ocupação pelo exército soviético. O novo filme é parcialmente baseado na história de sua própria família e resgata a heróica memória de oficiais poloneses executados na floresta de Smolensk em 1940. Este vai ser o primeiro filme polonês a apresentar as provas históricas sobre a execução de milhares de vítimas inocentes, entre as quais o próprio pai de Wajda. Segundo o material promocional do filme “Esta é uma história de patriotismo e de amor mais forte que o medo, uma história de bravos poloneses que arriscaram suas vidas para salvar uma nação, revelando para o mundo fatos desconhecidos depois de mais de 60 anos. Wajda colocou toda a sua paixão neste projeto e assistir ao filme vai significar um entendimento da dor que o acompanha por toda a sua vida.” “Deus deu para este diretor dois olhos”, diz Wajda. “Um para olhar através da câmera, e outro para estar alerta sobre todas as coisas que estão acontecendo à sua volta”. Esta é a mensagem inicial no seu sítio oficial http://www.wajda.pl que merece ser visitado. Mais informações em: www.festival-cannes.org
Escrito por Mostra às 12h10
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
|


|