ANIMAÇÃO DE ISRAEL RECRIA MASSACRES DE PALESTINOS
WALTZ WITH BASHIR/ VALSANDO COM BASHIR,
de Ari Folman

ANIMAÇÃO DE ISRAEL RECRIA MASSACRES DE PALESTINOS

Depois de BLINDNESS, de Fernando Meirelles, os filmes reservados em todas as seleções de Cannes para o primeiro dia tingiram o festival com o peso de cores sombrias. O grande choque ficou por conta de WALTZ WITH BASHIR/ VALSANDO COM BASHIR, do israelense Ari Folman. É uma animação com linguagem de documentário, o que parece inédito nas infinitas combinações do cinema.

O próprio cineasta faz o personagem que quer recuperar a memória perdida traumaticamente quando servia no exército, no início dos anos 80, e que invadiu o Líbano pela primeira vez. Aos poucos a sua memória recupera o mosaico que culmina com a cobertura que o exército israelense deu às milícias cristãs para invadir os campos de refugiados de palestinos de Sabra e Shatila e massacrar indistintamente a quem encontrassem pela frente. Remover um tema tabu como este parece um péssimo presente de aniversário para os 60 anos de Israel.

As memórias de Folman são as de um soldado pós-adolescente que como muitos da sua geração foi ao Líbano como quem escolhe uma próxima praia para o fim de semana. A realidade, logo aprendida, foi a do confronto cruel e sanguinário, das miras cegas, da morte de inocentes de todos os lados. “A experiência da guerra”, recriada em forma de desenho animado, diz o seu realizador, “não tem nada a ver com o que vemos nos filmes americanos. Não há glamour e nem glória. Apenas jovens indo para lugares que não conhecem, atirando em desconhecidos, sendo também alvos de desconhecidos e voltando para casa e tratando de esquecer o que viram e fizeram. E na maioria das vezes não conseguem.”

Animações para adultos são um problema em todo o mundo. Quem deixou de ser criança acha que não tem nada a ver continuar assistindo filmes de animação. Só que há cada vez mais animações para adultos. O desenho corrosivo contra o Irã PERSÉPOLIS, de Marjane Satrapi, revelado em Cannes do ano passado, amargou fracasso em muitos territórios por causa deste preconceito descabido. Quem sabe a VALSA de Folman ajude a formar e provocar a curiosidade de mais adultos por desenhos feitos especialmente para eles.

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Escrito por Mostra às 16h00
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<i>BLINDNESS</i> É BRILHANTE!
BLINDNESS/ ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de
Fernando Meirelles

BLINDNESS É BRILHANTE!

Da primeira sessão do filme BLINDNESS/ ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de Fernando Meirelles, que abriu a competição do 61º Festival de Cannes, a imprensa saiu sob estado de choque. A coletiva de imprensa em seguida foi contagiante de emoções, sala lotada com jornalistas de todo o mundo, com um Meirelles generoso que dava a vez para o seu elenco se manifestar calmamente, e com um Danny Glover em estado de graça e que deu uma das melhores respostas: “A cegueira está à nossa volta, nos políticos, a guerra do Iraque, ninguém vê a miséria do mundo com tanta gente sobrevivendo com menos de um dólar por dia”. Uma jornalista não se conteve no elogio e já antecipou a indicação de Julianne Moore, “uma interpretação extraordinária”, ao próximo prêmio Oscar.

E na sessão oficial da primeira noite de Cannes, uma grande ovação para BLINDNESS. O filme é brilhante. Primeiro, pela extraordinária habilidade de levar o livro de José Saramago às telas. Depois, pela inovadora e audacionsa fotografia de César Chalone e a efusão que não cansa dos difíceis tons de branco e de cenas desfocadas. E ainda pela direção segura, sempre surpreendente e inventiva de Fernando Meirelles, por todos os atores que dirigiu, pela beleza plástica de São Paulo ao longo do filme, pelo teor político do thriller e todas as metáforas sobre uma cegueira branca que contagia e faz os confinados evidenciarem em prisão as bestialidades egoístas do mundo exterior em tempos de visão.

A projeção em Cannes foi em digital. “Foi uma opção que assumimos para não correr o risco de estragar as cenas em branco absoluto. Se fosse em película, a cópia correria o perigo de sofrer riscos e sujar ao longo das projeções”. Inclusive pela sua projeção em digital, BLINDNESS foi brilhante.

“O festival de Cannes”, segundo Hector Babenco, “foi generoso e reconheceu o erro que cometeu ao não convidar CITY OF GOD/ CIDADE DE DEUS para a competição em 2002 e corrigiu isto este ano convidando-o para abrir o festival”. Mesmo assim Fernando Meirelles ganhou projeção mundial com CIDADE DE DEUS. Agora, com BLINDNESS não há cegueira que resista.

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Escrito por Mostra às 12h20
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HOMENAGEM AO CENTENÁRIO MANOEL DE OLIVEIRA
Manoel de Oliveira

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO MANOEL DE OLIVEIRA

Este ano a seleção CANNES CLASSIC promete muitas emoções. Manoel de Oliveira completa 100 anos no dia 12 de dezembro de 2008. O 61º Festival de Cannes e a paralela 40ª Quinzena dos Realizadores vão prestar-lhe emocionadas homenagens no seu primeiro fim de semana. Ele é o mais longevo cineasta do mundo em atividade. Prepara agora o filme SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA, inspirado num conto de Eça de Queirós. E Cannes irá celebrar o seu centenário exibindo uma cópia restaurada do primeiro filme feito por Manoel de Oliveira, ainda no tempo do cinema mudo, DOURO, FAINA FLUVIAL, de 1931. É um curta de 18 minutos, que antecede a apresentação da versão restaurada de ASHES OF TIME REDUX, western estilizado aos cenários da China por Wong em 1994 e agora remontado e restaurado.

As agitações de Maio de 1968 chegaram a Cannes e tiveram duas conseqüências. A primeira foi a interrupção do festival, com agitações lideradas por François Truffaut e Jean-Luc Godard. A outra foi o surgimento de um ‘festival’ paralelo batizado como QUINZENA DOS REALIZADORES (ou Quinzaine des Réalisateurs ou Directors Fortnight), fundada pela associação francesa dos autores de filmes. O que eles queriam e que deu certo? Ampliar o leque de diversidade dos filmes selecionados sob o lema criado pelo primeiro diretor da ‘Quinzena’: “Todos os filmes nascem livres e iguais. Precisamos ajudá-los para que continuem assim”.

Assim é que o Festival repete, 40 anos depois, a sessão que não houve em 1968 de PEPPERMINT FRAPPÉ, dirigido por Carlos Saura. O cineasta espanhol estará presente para a correção dessa injustiça, logo com ele, que era uma voz ativa contra o franquismo. Será que Godard também vai aparecer para pedir-lhe desculpas?

Mais quatro filmes que não puderam ser exibidos em 1968 serão apresentados agora em 2008: 13 JOURS EN FRANCE, de Claude Lelouch, em cópia restaurada, na presença do autor homenageado;
ANNA KARENINA, do russo Aleksandr Zarkhi; THE LONG DAY’S DYING, do inglês Peter Collinson; e 24 HOURS IN THE LIFE OF A WOMAN, do francês Dominique Delouche.

A outra homenagem será em forma de comemoração, justamente pelos 40 anos de existência da ‘Quinzena’, com a presença dos diretores selecionados nesta sua história. Entre eles, Manoel de Oliveira, o incansável.

A Cinemateca Francesa, geradora da crise de maio de 1968, quando pipocaram as primeiras passeatas contra a demissão do seu então diretor Henri Langlois, virá com uma cópia restaurada de LOLA MONTÈS, de Max Ophüls, com o mesmo deslumbrante Technicolor de 1955.

Outros oito títulos serão apresentados em cópias restauradas:
GUIDE, de Vijay Anand (1965, Índia), EFFECT OF GAMMA RAYS ON MAN-IN-THE-MOON MARIGOLDS, de Paul Newman (1972, EUA), LET’S GET LOST, de Bruce Weber (1988, EUA), SANTA SANGRE, de Alejandro Jodorowsky (1989, México), ORPHEE, de Jean Cocteau (1949, France), FINGERS, dey James Toback (1977, EUA), GAMPERALIYA, de Lester James Peries (1965, Sri Lanka) e
THE SAVAGE EYE, de Ben Maddow, Sydney Meyers e Joseph Strick (1960, EUA).

CANNES CLASSIC programa ainda interessantes documentários sobre cinema. NO SUBTITLES NECESSARY: LASZLO & VILMOS do americano James Chressanthis rastreia a carreira dos ótimos diretores húngaros de fotografia Laszlo Kovacs e Vilmos Zsigmond que contribuíram para muitos sucessos de Hollywood nos anos 70 e 80.

THE CINEMA CINEMAS COLLECTION, do francês Claude Ventura, com dois episódios do programa produzidos nos anos 80.


YOU MUST REMEMBER THIS": A HISTORY OF WARNER BROS, do americano Richard Schickel, com duas horas sobre os melhores momentos na história dos 85 anos dos estúdios da produtora Warner Bros. O aniversário também ser lembrado nas gostosas sessões ao ar livre na praia de Cannes, com a tela fincada no mar, com as melhores animações do LOONEY TUNES e mais nove sucessos da produtora: DIRTY HARRY, de Don Siegel; I AM A FUGITIVE FROM A CHAIN GANG, de Mervyn LeRoy; WHAT’S UP, DOC?, de Peter Bogdanovich; BONNIE AND CLYDE, de Arthur Penn; ENTER THE DRAGON, de Robert Clouse; BLAZING SADDLES, de Mel Brooks; CAPTAIN BLOOD. de Michael Curtiz;
MATRIX,dos irmãos Wachowski; e WHATEVER HAPPENED TO BABY JANE?, de Robert Aldrich.

O centenário de nascimento de David Lean (1908 – 1991) será lembrado com THE PASSIONATE FRIENDS (1949) e THIS HAPPY BREED (1944). A documentarista francesa Anne Kunvari lembrará um dos maiores sucessos de Lean com IL ETAIT UNE FOIS... LAURENCE D’ARABIE.

Cannes presta homenagem também à centenária Kashiko Kawakita e ao Kawakita Memorial Film Institute, protetora e promotora do cinema e dos cineastas japoneses pelo mundo. O aniversário será comemorado na sessão especial de ZIGEUNERWEISEN, dirigido em 1980 por Seijun Suzuki.

Com o propósito de estimular e ajudar a salvação de tesouros do cinema mundial, a World Cinema Foundation, presidida por Martin Scorseses apresenta pelo segundo ano consecutivo o resultado de seus trabalhos. Veremos restaurados o filme turco de 1964, SUSUZ YAZ (Dry Summer), de Metin Erksan; o coreano HANYO, de Kim Ki-young, de 1960; e o senegalês de 1973 TOUKI BOUKI, de Djibril Diop Mambéty.

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Escrito por Mostra às 12h19
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Festival anuncia recorde de inscrições
A FESTA DA MENINA MORTA, do ator brasileiro e
estreante na direção Matheus Nachtergaele –
Seleção UN CERTAIN REGARD

Festival anuncia recorde de inscrições

Cannes teve um aumento de 11% de inscrições para o festival de 2008, procedentes de 96 países. Foram 1792 longas-metragens contra 1615 em 2007. Em contrapartida registrou-se uma queda de 6% na inscrição de curtas: 2233 curtas em 2008, de 80 países, contra 2368 em 2007. Outras estatísticas de Cannes anunciam 55 filmes em exclusividade mundial, nove de realizadores estreantes e dez participantes estreantes na competição

De volta à seleção oficial de Cannes, eis os 20 escolhidos para a sua paralela UN CERTAIN REGARD, onde também um júri, presidido pelo cineasta alemão Fatih Akin, premiará os que achar melhores:

HUNGER, de inglês Steve McQueen (filme de abertura)
TOKYO!, fábula de segmentos sobre a cidade japonesa com direções do coreano Joon Ho Bong e dos franceses Leos Carax e Michel Gondry
AFTERSCHOOL, do estreante brasileiro Antonio Campos, produção EUA
TING CHE/ PARKING, do estreante Mong-Hong Chung
SOI COWBOY, de Thomas Clay (Tailândia, Reino Unido)
LA VIE MODERNE, de Raymond Depardon (França)
WOLKE 9, de Andreas Dresen (Alemanha)
TULPAN, do estreante Sergey Dvortsevoy (Alemanha, Suíça, Casaquistão, Rússia, Polônia)
LOS BASTARDOS, de Amat Escalante (México, França, EUA)
JE VEUX VOIR, de Joana Hadjithomas, Khalil Joreige (Líbano, França)
O` HORTEN, de Bent Hamer (Noruega, Alemanha, França)
MILH HADHA AL-BAHR/ LE SEL DE LA MER, da estreante Annemarie Jacir (Palestina, França, Suíça, Bélgica, Espanha)
TOKYO SONATA, de Kiyoshi Kurosawa (Japão)
OCEAN FLAME, de Fen Dou Liu (Hong Kong)
A FESTA DA MENINA MORTA, do ator e estreante na direção Matheus Nachtergaele (Brasil)
DE OFRIVILLIGA/ INVOLUNTARY, de Ruben Östlund (Suécia)
WENDY AND LUCY, de Kelly Reichardt (EUA)
JOHNNY MAD DOG, de Jean-Stéphane Sauvaire (França), com o drama de crianças combatentes na África.
VERSAILLES, do estreante Pierre Schoeller (França)
TYSON, de James Toback (EUA), documentário sobre o pugilista Mike Tyson

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Escrito por Mostra às 12h18
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‘QUINZAINE’ E ‘SEMAINE’ DISPUTAM AS ATENÇÕES

 ‘QUINZAINE’ E ‘SEMAINE’ DISPUTAM AS ATENÇÕES

Duas seleções paralelas disputam anualmente em Cannes as atenções com seleções tão diversificadas e interessantes quando a da competição. Muitas vezes os filmes da QUINZAINE DES RÉALISATEURS e da SEMAINE DE LA CRITIQUE fazem história. É de suas seleções que na maioria das vezes saem os prêmios Caméra d’Or, destinados aos realizadores de primeiros filmes.

A seleção da 40ª QUINZENA DOS REALIZADORES apresenta a seguinte seleção de longas-metragens:

Acne, de Federico Veiroj, Uruguai

Aquele querido mês de agosto, de Miguel Gomes Portugal

Boogie, de Radu Muntean, Romênia

Les Bureaux de Dieu, de Claire Simon, França

ElCant dels ocells, de Albert Serra, Espanha

Four Nights With Anna, de Jerzy Skolimowski, França

De la guerre, de Bertrand Bonello, França

Dernier maquis, de Rabah Ameur-Zaïmeche, França

Eldorado, de Bouli Lanners, Bélgica

Élève libre, de Joachim Lafosse, Bélgica

Liverpool, de Lisandro Alonso, Argentina

Monsieur Morimoto, de Nicola Sornaga, França

Knitting, de Yin Lichuan, China

Now Showing, de Raya Martin, Filipinas

The Pleasure of Being Robbed, de Josh Safdie, EUA

Il Resto della notte, de Francesco Munzi, Itália

Salamandra, de Pablo Aguero, Argentina

Shultes, de Bakur Bakuradze, Rússia

Blind Loves, de Juraj Lehotsky, Eslováquia

Lonely Tune of Tehran, de Saman Salour, Irã

Tony Manero, de Pablo Larrain, Chile

Le Voyage aux Pyrénées, de Jean-Marie et Arnaud Larrieu, França

E a seleção da SEMANA DA CRÍTICA terá Better Things, de Duane Hopkins, Reino Unido – Alemanha; Das Fremde in mir/ O Estranho em mim, de Emily Atef, Alemanha; Vse Umrut A Ja Ostanus/ Todos morrem menos eu, de Valeria Gaï Guermanika, Rússia; La sangre brota, de Pablo Fendrik, Argentina – França; Les grandes personnes/ Grown Ups, de Anna Novion, França – Suécia; Moscow, Belgium, de Christophe Van Rompaey, Bélgica; e Snijeg/ Snow, de Ainda Begic, Bósnia-Herzegovina-Alemanha-França.

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Escrito por Mostra às 12h17
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TODOS OS FILMES FORA DE COMPETIÇÃO
VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen

TODOS OS FILMES FORA DE COMPETIÇÃO

É sabido que sempre sobram muito mais bons filmes além dos 22 selecionados para a competição de um festival importante como o de Cannes (Jornal da Mostra nº 564 e 566 ). A produção anual, apesar de todas as crises anunciadas nos seguimentos da indústria do cinema, segue crescendo. Em todos os países a questão é considerada mais de identidade cultural do que de indústria. Graças a este conceito, o fomento cinematográfico segue em alta e os cinéfilos de todo o mundo vão seguir se banqueteando.

Ainda no panorama da seleção oficial do 61º Festival de Cannes, mais quatro títulos vão disputar as atenções. O coreano THE GOOD, THE BAD, THE WEIRD, de Kim Jee-woon e três de diretores Americano. O novo de Woody Allen, VICKY CRISTINA BARCELONA, e dois novos candidatos a blockbusters: KUNG FU PANDA, de Mark Osborne e John Stevenson, e INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE

CRYSTAL SKULL, de Steven Spielberg.

Outros sete títulos terão apresentações especiais: OF TIME AND THE CITY, do inglês Terence Davies; CHELSEA ON THE ROCKS, do americano Abel Ferrara; SANGUEPAZZO, do italiano Marco Tullio Giordana; C`EST DUR D`ÊTRE AIMÉ PAR DES CONS, do estreante francês Daniel Leconte; ASHES OF TIME REDUX, reedição do western clássico do chinês Wong Kar Wai; ROMAN POLANSKI: WANTED AND DESIRED, documentário da americana Marina Zenovich e THE THIRD WAVE, da australiana Alison Thompson, documentário com quatro voluntários que percorrem três anos depois o Sri Lanka e suas zonas devastadas pelo tsunami de 2004. O filme será apresentado como uma sessão especial do presidente do júri Sean Penn.

Outros três títulos serão atrações das sessões de meia-noite - MARADONA BY KUSTURICA, é o documentário do sérvio Emir Kusturica sobre o controverso ídolo de futebol argentino; SURVEILLANCE, da americana Jennifer Lynch, filha do diretor David Lynch; e THE CHASER, remake americano para THE MURDERER, com direção do mesmo coreano Na Hong-Jim. Este último certamente será um dos eleitos de Quentin Tarantino, ator e cineasta que este ano apresenta a concorrida lição de cinema em Cannes.

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Escrito por Mostra às 12h17
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